Tele-consultas

As tele-consultas ou tele-orientacões já eram utilizadas muitas vezes para pacientes de fora da cidade de São Paulo, tanto nos retornos clínicos ou cirúrgicos como para dúvidas de condutas médicas a distância.

Agora com a nova regulamentação do CFM em 2020, a tele-consulta deve ganhar forca no contexto de um pais continental.

Ela diminui mais ainda a distância entre o paciente e o especialista e com isso permite muitas vezes decisões mais precisas e melhor baseadas em evidência.

Para garantir a segurança das informações, os dados e imagens dos pacientes devem trafegar na internet com infraestrutura que assegure a guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional das informações.

Toda empresa voltada a atividades na área de telemedicina, sejam elas de assistência ou educação continuada a distância, também deverá cumprir os termos da resolução. Será obrigatório o registro da empresa que explore o serviço no Cadastro de Pessoa Jurídica do CRM da jurisdição, com a respectiva responsabilidade técnica de um médico regularmente inscrito.

Quando se tratar de prestador de serviços Pessoa Física, o mesmo deverá ser médico devidamente habilitado junto ao Conselho e a ele caberá estabelecer vigilância constante e avaliação das técnicas de telemedicina no que se refere à qualidade da atenção, relação médico-paciente e preservação do sigilo profissional.

Leia: RESOLUÇÃO CFM nº2.227/2018 - Define e disciplina a telemedicina como forma de prestação de serviços médicos mediados por tecnologias.

Telemedicina Urológica


Dr. Conrado Alvarenga: Membro da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da FMUSP